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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Yebá Burôh - A Índia Velha do Universo. Dramaturgia - Douglas Rodrigues

Ponto de Partida... Yebá é mito, antropologia e relato dos "homens Vermelhos". Será traduzido para espanhol, por companhia Paulista e Roteiro de Cinema.


Prêmio Myriam Muniz de Montagem - 2008
Prêmio Myriam Muniz de Circulação Nacional - FUNARTE - Fundação Nacional de Artes - 2010

Indicado a todas as categorias do 5º FTA - Festival de Teatro da Amazônia, recebendo os prêmios:

Melhor Figurino, Direção e Música - Mikelane de Almeida.


Manifesto da Mãe Terra
Os conquistadores tentaram nos domesticar, como fazemos com as araras e os
papagaios. Tentaram matar nossa alma, fazer esquecer o que somos, mas ainda
não nos venceram. E jamais nos vencerão. Porque somos os "Filhos do Sol",
Somos da terra e do céu. “E mesmo que o universo inteiro seja destruído,
NÓS VIVEREMOS SEMPRE!“.

 
Florêncio Almeida Vaz
Março de 2000 - Santarém - Amazônia – Brasil


Rivaldo Monteiro - Ator
 
...Relatos de homens apaixonados pela terra, unindo nos seus escritos poesias, utopias e premonição da vida futura. Há quase 200 anos atrás, o índio Americano Seattle responde ao chefe de Estado sobre a oferta de comprar terras pertencentes a sua tribo, em resposta, o índio nos presenteia uma bela obra da antropologia datada em 1854. 
O que isso tem a ver com nossa atualidade? Nosso momento? Teatro no Amazonas? Teatro quanto conceito estético e político?
Nada, se olharmos pela nossa efêmera necessidade. Mas a arte rompe barreiras e serve para além do entretenimento. Bertold Brecht é visitado para compor a obra, oportunizando para além do divertimento, um encontro reflexivo do HOMEM com a TERRA.
Olharmos com olhos étnicos é uma tarefa não comum. Quando catequizados, impuseram as leis cristãs. Poderiam eles ter ensinado o branco a viver melhor e ensinaram, mas “nunca tivemos tempo de parar e ouvir”. 
Busco com a obra um deleite de emoção e reflexão, rompendo o empirismo estético, quero chegar a brindar com os Deuses da terra meu dever quanto artista. Não será um espetáculo apaixonado e vazio. Por isso, visito as linguagens teatrais, as artes plásticas, o cinema, a dança-teatro, e a música para celebrar com teatro os Deuses que teceram os fios da Amazônia.
È uma espécie de Marx caboclo, de música inventada do avesso, cantigas de roda tribal, linguagem de vanguarda, dialética com cheiro de folhas secas. Nada folclórico.
 

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