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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Análise Crítica - Espetáculo Ventos da Morte.

Prêmio PAIC - Manauscult - Prefeitura de Manaus
PROARTE - 2010 - Governo do Amazonas - SEC - Secretaria de Cultura do Amazonas.
Prêmio de Melhor Pesquisa Musical, na 8ª Edição do Festival de Teatro da Amazônia,

Atriz Amanda Paiva - Indicada ao prêmio Atriz Coadjuvante.

BLOW’IN IN THE WIND – Ei Sérgio Lima, alguém aí sabe resolver a fórmula de Báscara?
(considerações sobre Ventos da Morte, montagem da Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas – Arte & Fato)
*Jorge Bandeira
A encenação de Douglas Rodrigues para a Arte & Fato, a partir da obra SIMUM, de August Strindberg, continua sua busca estética de precisão, com artefatos cênicos que se encaixam e que dão dinamismo às cenas, agora com um texto que na sua adaptação da obra do autor de INFERNO e DANÇA DA MORTE recebe o sugestivo nome de VENTOS DA MORTE.
Ator Sérgio Lima


 Um vento que traz uma cantilena islâmica que nos sugere um choque de religiões e cultura, permeado por um lado carregado se sensualidades reprimidas, onde o sofrimento dar-se-ia pela opressão de certos preceitos estabelecidos pelos códigos sagrados. É um tema de dilemas e percursos bem tênues, e que a comunidade muçulmana sempre tratará de forma esquia. Neste sentido a proposta de cena da Arte & Fato é de uma espantosa e bem-vinda coragem. Primeiro, aborda um condicionante religioso que até hoje necessita de uma complexa cadeia de encaixes históricos para se antever o processo em curso entre o mundo islâmico e as nações ocidentais, seja os EUA ou Inglaterra, e mesmo as durezas encontradas nas questões relativas à Faixa de Gaza, Israel, enfim, um mundo em ebulição permanente. Como este breve artigo se propõe a refletir a cena teatral, e não o Teatro de Operações da Guerra,  coloco então as questões neste nível do estético e não do religioso, que pode ficar para os teólogos e outros que desejam adentrar nesta seara delicadíssima.
VENTOS DA MORTE tem um cenário de potes, ânforas e de cerâmicas variadas, é na contenção destes elementos da cena que a história monta-se e transita, com o elenco movimentando-se com uma precisão tangível ao espetáculo, onde as cenas são amarradas por um diretor que mapeia tudo no palco, deixando pouco espaço para um exibicionismo exagerado, e que se ocorre em alguns momentos, não chega a causar um ruído de comunicação entre atuação e plateia.
 A iluminação é uma marca registrada de Rodrigues, seus efeitos nunca são redundantes neste trabalho cênico, o Sol inclemente e seu carmesim desbotado simbolizam uma força de vigor de um texto que mesmo adaptado não descaracteriza a obra de Strindberg (lembro que nos antigos CADERNOS DE TEATRO do tablado foi onde li e recordo do texto, que hoje já não tenho mais... uma pena!).
August Strindberg é atualizado por Rodrigues a partir desta contemporaneidade bélica, do conflito que Strindberg já detectava naquele alvorecer do século XX. Há uma clemência por ter este portentoso texto reverberando a poética da cena e do inegável lirismo a partir do poder do texto original de Strindberg. Os atuantes estão muito bem, e salvo um deslize ou outro, irrelevantes pelo lado “limpo” da maior parte das cenas, a mão do encenador pesa sobre todos. A cena de nudez total da atriz Larissa Rufino é de encher os olhos, carregada de um horror nu e cru, sanguíneo, e belo, muito belo. A sábia marcação desta cena, priorizando a tridimensionalidade do palco, obtida com os efeitos de uma iluminação exemplar, e as cenas tripartidas ante nossos olhos são um quadro perfeito, uma moldura exemplar de como se constrói com perícia uma cena de impacto.
 Nosso palco está cheio de grandes atrizes, de atores e atrizes que derramam tudo em cena, e que não sei como, em meio a tantos problemas, se superam a cada espetáculo... O resto podemos dizer que são detalhes, coisinhas pueris que ficam depois da coxia, e que a bem da verdade, o público está alheio a tudo isso... Ainda bem... Graças aos deuses do Teatro.
Posso dizer que sou um privilegiado ao ter a oportunidade de escrever sobre a atual cena do Teatro adulto feito em Manaus, pois estou exercitando a cada espetáculo, a cada visada de uma cena, de momentos estéticos díspares, que me desafiam a cada enlace num palco, seja aonde for, e isso considero um privilegio. Obrigado aos grupos que me permitem esta escrita registrada para a memória da cena local. Já avisei que tenho este ofício de crítico de arte como minha árdua e grata missão em Manaus, sem ganhar nada com isso, aliás, até perdendo algumas vezes...
Voltemos a  VENTOS DA MORTE... Então é isso, Rodrigues tem um caminho trilhado por este rigor estético, dos detalhes da cena e da interpretação de seus atuantes, e nesta jornada atual destaco SÉRGIO LIMA como minha bússola de navegação, meu porto seguro, meu mais querido e necessário apoio para entender um pouco mais este Teatro que se propõe ao resgate de um dramaturgo da envergadura de August Strindberg, de quem Henrik Ibsen seria o contraposto na cena daquele período teatral, de quem Ibsen tinha uma fotografia dependurada no seu escritório, para que tivesse o efeito psicológico de desafiar ao “monstro”, um algoz que estaria sempre à sua busca, e que Ibsen primava em criar suas obras visando a superação do “monstro e louco Strindberg”.
 Sérgio Lima encontra-se aqui com uma de suas mais brilhantes atuações dos últimos anos, seu militar norte-americano faz o contraponto desta situação conflituosa entre o Ocidente e o Oriente, ele é o representante da Guerra ao Terror, e Sérgio Lima leva sua tarefa de manusear as minúcias de seu personagem até o fim. Ventos da Morte deve muito a Sérgio Lima, em meio aos tumultos dos horrores da guerra, da repressão ao prazer das mulheres, da metafísica da vingança do Islã, eis que este ator despeja sutilmente suas emoções, em dosagens únicas de degustar cena por cena, sem pressa, sem titubear, com uma brutal segurança em conduzir sua personagem em meio ao Sol inclemente de Ventos da Morte.
Sérgio Lima é um ator de alta sensibilidade, de uma verdade da cena que aqui mostra o quanto ama o que faz, e que, posso falar disso com precisão, abusa de gentilezas com seus parceiros e parceiras de cena. Um ator como Sérgio Lima é essencial em qualquer elenco, e ele em Ventos da Morte merece todos os louvores, que aliás,  considero a sua atuação no Teatro da Instalação tão brilhante como  a que assisti hoje, 14 de outubro de 2011, no Teatro Amazonas, dentro da programação do 8º Festival de Teatro da Amazônia.
Sérgio Lima faz este militar que vai aos poucos se perdendo dentro de um conflito exterior que vai lhe carcomer o interior, sua alma será levada pela força deste golpe mortal dos choques de cultura e religiões, e sua personagem, com sede desta superação, estanca até o desfalecimento. O simbolismo da morte da personagem grandiosa feita por Sérgio Lima é um dos momentos mais impactantes do trabalho, casando perfeição com a trilha sonora ao vivo da Arte & Fato, e que nos faz crer neste Teatro feito com o intuito de inebriar, independente de sua linha estética, mas que é, seguramente, de um lúdico cênico completo.
Atriz Larissa Rufino - Cena da DERRAMA nas ruas de Bagdá -  As Meninas de Pouca Idade...
As palavras ecoam em nossa mente é a reflexão que fica é a de porque nada se resolve por aquelas bandas tão distantes? Por que o ódio pelo diferente, por uma ideia que não seja a nossa? Por que temos esta vontade de “desertificar” tudo que nos rodeia? Seja com palavras ou com a falta delas? Ventos da Morte responde algumas inquietações, e suas particularidades dramáticas, nas suas cenas épicas e barrocas, com seus focos e fumaças cênicas, turvam propositalmente nossos olhares e permitem que façamos este questionar a nós mesmos.
 O que estamos fazendo com tudo isso? Qual a saída para tudo isso? Quem é o culpado de tudo isso? Nesta jornada de Ventos da Morte lembro-me da emblemática frase de uma das mulheres do Islã que diz que se preciso fosse, se pudesse resolver algo realmente emergencial, até a arte da Ventriloquia estaria a seu alcance. Iludir pela palavra de algo inanimado que ganharia vida nestes teatros de casualidades e persistências. Está longe o dia desta nova forma de vislumbrar este olhar menos amargurado, e Ventos da Morte, no que é capaz de fazer no momento, não dá respostas, mas aponta direções. Encontre uma, ou nenhuma.
 Em tempo: dedico este modesto escrito ao ator Sérgio Lima, de quem fui parceiro de cena num memorável Strindberg, tempos atrás.
*Jorge Bandeira – Costuma assistir Teatro adulto para registrar suas impressões do que viu, ouviu, sentiu e pressentiu. Não é vidente nem espírita.
Manaus, 14 de outubro de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pontos de Cultura mobilizam o Brasil



“Não são vocês que precisam do estado; é o estado que precisa de vocês”

(Luis Inácio Lula da Silva. Encontro Nacional dos Pontos de Cultura, TEIA 2007)


Uma semana histórica para a Cultura Viva brasileira! Entre os dias 24 e 27 de maio de 2011, centenas de representantes de Pontos de Cultura desembarcaram em Brasília, ocupando o palco das decisões do país, para uma jornada de encontros, audiências, mobilizações, diálogos e celebrações. 284 pessoas de 17 estados brasileiros atenderam ao chamado desta Caravana pela continuidade, ampliação e avanço do Programa Cultura Viva.

No dia 24 de maio, representantes de Pontos de Cultura se reuniram com a Secretária Marta Porto e a equipe da Secretaria de Cidadania Cultural, em um primeiro momento de diálogo político sobre os rumos da gestão do Programa Cultura Viva. Durante a reunião, a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura reforçou a importância da continuidade, ampliação e avanço do programa, ressaltando os conceitos fundamentais de autonomia, protagonismo, participação política e articulação em rede, reivindicando o cumprimento de compromissos assumidos pela gestão anterior e se reafirmando como interlocutora do Movimento Nacional dos Pontos de Cultura.

No dia 25 de maio, a Marcha Nacional dos Pontos de Cultura se concentrou no Museu Nacional, no mesmo local de onde partiu o Cortejo de Reproclamação da República da TEIA Brasília 2008. As delegações dos estados presentes se reuniram em Assembleia e decidiram que todos deveriam ser recebidos pela Ministra da Cultura Ana de Hollanda. Decisão tomada, partiu o cortejo, ao som dos tambores, com artistas, brincantes, griôs, sabedores e fazedores da tradição oral, povos de matriz africana, povos indígenas, povos da floresta, ambientalistas, mestres, educadores, pesquisadores, representantes de Pontos de Cultura de todas as regiões brasileiras.

O cortejo seguiu até o Congresso Nacional, movimentando e colorindo seus corredores, lotou o plenário onde os manifestantes foram recebidos pela Ministra Ana de Hollanda, e pelas Presidentes da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, Dep. Fátima Bezerra, e da Frente Parlamentar de Cultura, Dep. Jandira Feghali, além de diversos deputados e senadores. Um momento de forte significado político, inaugurando um diálogo entre executivo, legislativo e sociedade civil, inserindo a pauta da cultura na centralidade da agenda política nacional. Foi entregue o Manifesto dos Pontos de Cultura à Ministra Ana de Hollanda, que afirmou:

“Eu também desejo ver atendidas todas as reivindicações feitas aqui, mas peço a colaboração de vocês para podermos caminhar …”

E a caminhada dos Pontos continuou. No dia seguinte, 26 de maio, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados promoveu audiência pública sobre o Projeto de Lei Cultura Viva, um momento de escuta e participação popular na construção desta lei que consolidará o Programa Cultura Viva como política permanente de estado. O protocolo foi quebrado e a palavra franqueada a todos os ponteir@s presentes, que abordaram os diferentes aspectos da atuação e do alcance do Cultura Viva, exemplo de política democratizante e transformadora para o Brasil e para o mundo.

Nos dias 26 e 27, na Universidade de Brasília/UnB, reuniu-se a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura para avaliação das atividades e debate sobre as próximas ações do Movimento.

Muitas são as lições desta caravana. O Movimento Nacional dos Pontos de Cultura organizou esta ida à Brasília de maneira autônoma e colaborativa, promovendo uma ocupação cultural dos espaços públicos e políticos em sintonia com os acontecimentos político-culturais do Brasil e do mundo: as praças espanholas, as revoltas da juventude árabe, a Marcha da Liberdade em SP. Movimentos que representam a emergência de uma nova cultura política, de radicalização da democracia, por mais cultura, mais liberdade, mais autonomia, mais participação, mais direitos.

A relação dos Pontos de Cultura enquanto sociedade civil organizada com o estado se qualificou neste processo: inauguramos e consolidamos o diálogo com o poder legislativo, e o Ministério da Cultura recebeu demandas e reivindicações importantes do Movimento, que devem contribuir para pautar a sua ação daqui em diante. É preciso que a atual gestão do MinC compreenda e se sintonize com a transformação político-cultural que ocorreu no Brasil nos últimos 8 anos, que juntou num balaio transformador de ponteir@s, artistas, educadores, jovens, mestres, líderes religiosos, hackers, geeks, ativistas, midialivrisrtas e produtores culturais. Ou a gestão atual compreende esta mudança de paradigma ou será superada pela história.

Política é Cultura. Os Pontos de Cultura querem mais. Querem estabelecer pontes com outras esferas de governo para debater a relação entre cultura, saúde, educação, meio ambiente, direitos humanos e cidadania. O modelo de radicalização democrática dos Pontos de Cultura deve se expandir para outras esferas de governo. Os Pontos de Cultura são espaços de afirmação de valores e direitos, solidariedade e colaboração. A ética da potência dos pobres, que emerge da base da sociedade brasileira e será decisiva para a emancipação do povo brasileiro.

Encerramos este relato com uma homenagem ao grande mestre, ator, jornalista, artista plástico, professor, escritor e ex-senador da república Abdias do Nascimento, que esta semana fez a sua travessia para a eternidade. Inspirador de todos nós, Abdias sabia, como sabemos, que só haverá liberdade e democracia no Brasil e no mundo quando ela for realmente para todos.

Caravana Nacional dos Pontos de Cultura

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

As chamas não se apagam! Sérgio Lima - Instrutor - Ator - Artista. Ponto de Cultura Arte & Fato - Turma de Teatro

Turma de Teatro - Ponto de Cultura - Casa de Cultura Arte & Fato.

A Casa de Cultura Arte & Fato, deu inicio a sua grade pedagógica de 2011 - nos primeiros meses têm três turmas, sendo elas: Teatro Iniciação, Balé Clássico e Música. E como não poderia deixar de ser, o apoio logístico do MINC - Ministério da Cultura e SEC - Secretaria de Cultura do Amazonas é fundamental para fortalecer a iniciativa, que começou em 2010. No ano passado foi ofertado cursos de Flauta Doce, Voz, Balé Intermediário e Iniciação. Todo o programa de oficinas gratuitas fazem parte do convênio firmado entre a AACA -Arte & Fato e o programa MAIS CULTURA, parte do programa ponto de cultura.


Mas o tema aqui é outro! A turma de iniciação teatral ministrado pelo ator Sérgio Lima.


Sérgio é uma especie de artista voltado exclusivamente para as ARTES,e isso só poderia render bons frutos, várias vezes recebeu prêmios de melhor ator, aqui ou ali, está em grandes espetáculos. Nos anos 90 fez parte do movimento de teatral, dirigido, produzido e fomentado pelo grande Chico Cardoso. Depois passou pelo Mithos, e atualmente faz parte do Arte & Fato. Foi presidente da FETAM - Federação de Teatro do Amazonas e atualmente é professor do Ponto de Cultura Arte & Fato. Apesar dos cursos estarem sendo realizados na Rua 10 de Julho 443 - Centro, a maioria dos alunos são oriundos de várias partes de Manaus, e principalmente dos bairros periféricos ao centro urbano.


Iniciação Teatral




Turma de Teatro - Professor Instrutor Sérgio Lima


O processo de construção é dificil. Gerir cultura é tarefa dificil, principalmente por ser uma atividade CONTRA-MERCADO, não é palpavél como material, utensilio ou cerâmica de alguma tribo extinta da Amazônia ou da África, produzir cultura, é investir no ideal, onde poucos conseguem realizar na prática, a teoria muitas das vezes é mais fácil, conceituar, escrever ou coisa de gênero. SIM! somos artistas vivos, vivos pela seguridade do edital, seguros dos nossos objetivos de gerir a tal cultura.



Qual é o preço da Arte? O que diferencia a obra de arte de um Caça Níquel? Qual o valor da Palma de Banana e o Valor de um ator... A Arte poucamente se vende, quando um cidadão sente fome, com certeza escolhe comprar a palma de banana, em vez de escolher uma obra de Bertold Brecht, sobre reflexos da guerra. Por isso é importante destacar a trajetória de certos artistas voltandos exclusivamente para o fazer teatral. Ednelza Sahdo, Narda Telles, Selma Bustamante e por que não citar Sérgio Lima, esses devem ser respeitados! Atualmente o curso sob sua orientação artística conta com mais de 40 alunos. As aulas acontecem nos dias: Seg. Quarta e Sexta de 14:00 às 17:00 na Casa de Cultura Arte & Fato - Ponto de Cultura.

As oficinas são realizadas no Laboratório de Investigação Cênica Francisco Carlos, nome homenagem ao Dramaturgo Amazonense indicado ao prêmio SHELL 2010.






domingo, 13 de fevereiro de 2011

Os Pais, Mestres e Alunos da CASA DE CULTURA ARTE & FATO - PONTO DE CULTURA.

Juliana Borges - Coreografa e Coordenadora de Dança.
Em Fevereiro, deu inicio as atividades do PONTO DE CULTURA - ARTE & FATO - 2011, seria como outro curso qualquer, entre tantos que acontecem pela cidade. MAS... Em Janeiro de 2011, após publicação no Jornal DIÁRIO DO AMAZONAS - (jornalista Lídia Ferreira) -  anuciando a grade pedagógica da CASA ARTE & FATO, fomos surpreendido com a enorme demanda e procura as nossas atividades.

O jornal destacava a quantidade de Vagas: 20 TEATRO - 25 DANÇA e 25 MÚSICA - (Percussão Afro Descendente com Mestre Cristiano). O retorno da população foi imediata, superando as expectativas. Somente na Dança atingimos 220 escritos, da qual  resolvemos desmembrar as turmas e horários para atender a demanda. No Teatro, tivemos 70 alunos escritos, dentre moradores do centro, alunos do CCCS - Centro Cultural Claudio Santoro e principalmente pessoas de baixa renda, onde deslumbraram a possibilidade de ingressar no mercado artistico, principalmente por se tratar de cursos oferecidos pelo EDITAL PONTOS DE CULTURA DO ESTADO DO AMAZONAS - MINC - MINISTÉRIO DA CULTURA e SEC - SECRETARIA DO CULTURA DO AMAZONAS. Estamos em fase de consolidação total das nossas atividades.

No dia 07 de Fevereiro realizou-se uma reunião com pais, objetivando a interlocução entre a familia e as atividades a serem desenvolvidas em 2011. Dentre a discussão se percebeu a necessidade de efetivarmos cursos no SÁBADO, para melhor aproveitamento das técnicas de Balé desenvolvidas pela instrutora Juliana Borges, (formada pela UEA - Professora do CCCS - Centro Cultural Claúdio Santoro e Coreografa da Companhia Encontro das Águas).

Aula de Balé - PONTO DE CULTURA ARTE & FATO

Segundo alguns pais, a sugestão justifica-se principalmente de jovens participarem de Escolas de Tempo Integral, impossibilitando a participação nas atividades, a partir disso, fica determinado: Juliana Borges ministrará aulas nos sábados, sendo uma turma de MODERNO e outra de BALÉ CLÁSSICO.

Acreditamos que o dialogo com a familia é o caminho para melhor agirmos nas necessidades reais dos participantes das ações do ponto de cultura - programa MAIS CULTURA - Governo Federal.


Francisco Carlos - Dramaturgo Amazonese e Mestre do Artista Douglas Rodrigues
Em breve postaremos - IMAGENS SOBRE MEMORIAL FRANCISCO CARLOS - Laboratório de Investigação Cênica, recém inaugurado por essa associação.


Douglas Rodrigues
Gestor da CASA DE CULTURA - ARTE & FATO´- Ponto de Cultura.
AACA - Associação dos Artistas do Amazonas - Arte & Fato.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Rede dos Pontos de Cultura do Amazonas - Casa de Cultura Arte & Fato

 Reunião Extraordinária



COMISSÃO NACIONAL DOS PONTOS DE CULTURA/REPRESENTAÇÃO DO AMAZONAS 
            CONVITE AOS PONTOS DE CULTURA DO AMAZONAS


Aulas de Balé - PONTO DE CULTURA ARTE & FATO - Coordenação de Dança e Instrutora Juliana Borges



Desde 2006 os Pontos de Cultura existentes nos diversos Estados/municípios brasileiros vem se articulando a nível nacional, por meio da Teia e Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, desdobrando-se com a criação da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura. A partir de então, esse movimento nacional tem se articulado para o fortalecimento da rede nacional, na luta pela  ampliação dos pontos de cultura em âmbito estadual, e no caso do Estado do Amazonas, desde 2008 o processo de construção vem se desenhando, com a perspectiva de efetivação de  40 pontos de cultura a serem conveniados no Estado. No momento, já são 21 pontos selecionados no Amazonas, restando ainda a possibilidade de novo edital para seleção de mais 19 Pontos de Cultura.
Diante de uma nova gestão no Ministério da Cultura, e a decisão de consolidar em uma só pasta a Secretaria de Cidadania Cultural (SCC) e a Secretaria de Identidade e Diversidade (SID), transformando em Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, sem um debate na rede, é colocado em cheque a continuidade ou não do Programa Cultura Viva/Mais Cultura. Com isso comprometendo os acordos assumidos pela gestão anterior  com os Estados para a viabilização das ações, bem como, os atrasos e/ou não liberação dos recursos de convênios e ainda o não pagamentos dos prêmios ainda pendentes do ano anterior.
Nesse sentido é preciso urgente iniciar um diálogo aberto para refletirmos sobre o processo em curso e contribuir com o debate para o fortalecimento da rede e incidir politicamente para garantir a continuidade do Programa, além da importância do acompanhamento dos projetos de leis em andamento no Congresso Nacional, o vale cultura e ainda, a respeito das deliberações da II Conferencia Nacional de Cultura.
Portanto, companheiros (as), que em seu cotidiano tocaram as Ações de Cultura e Cidadania  e do Programa Cultura Viva. Aos que contribuíram para a implementação qualificação da política pública de cultura, aos sabedores e fazedores das manifestações e expressões culturais, aos que participaram de editais, aos que foram selecionados nos Editais de Pontos de Cultura no Estado, aos que apresentaram projetos e aos que pretendem ainda apresentar, venham contribuir com o debate, dando opinião e assim possamos construir juntos, um Plano de Ação estratégico para fortalecimento de nosso movimento.

Elson Batista, Lucimar Weil e Douglas Rodrigues


Data: 10 (Quinta-Feira) de fevereiro de 2011
Horário: de 14:30 às 16h:30
Local: Espaço Cultural Arte & Fato, localizado a Rua 10 de julho 443 CENTRO, ao lado do Teatro Amazonas, telefone, 3234-4252. (antigo Jet-set).