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domingo, 5 de outubro de 2014

A ESTRADA ESTRÉIA NO TEATRO AMAZONAS

Em 2014 a AACA – ARTE & FATO completa 15 anos de atividades ininterruptas e para comemorar as atividades, reuniu: pesquisadores, artistas e músicos para produzir a obra: A ESTRADA de autoria do seu encenador Douglas Rodrigues, utilizando um dos episódios mais marcantes da história AMAZÔNICA – A CONSTRUÇÃO DAS BRs – ESTRADA e o GENOCÍDIO dos índios WAIMIRI ATROARI, vitimados pelo exercito brasileiro – MILITARES entre as décadas de 70 e 80, período da construção da BR 174 que liga MANAUS À BOA VISTA.
A obra tem grande reflexão histórica, geográfica, estética e artística podendo ser ponto de reflexões na 11ª edição do Festival de Teatro da Amazônia, por tratar-se de um teatro cujo enredo envolve acontecimentos reais de colonização da Amazônia em “Tempos modernos” e por encarar os acontecimentos como TRAGÉDIA numa perspectiva dialética sobre a BANALIZAÇÃO DO MAL, justificando por si, como obra de arte.
CONVITE A BARBÁRIE
Pais, mães e filhos mortos, aldeias destruídas pelo fogo e por bombas. Gente resistindo e famílias correndo pelos varadouros à procura de refúgio em aldeia amiga. A floresta rasgada e os rios ocupados por gente agressiva e inimiga. Esta foi à geografia política e social vivenciada pelo povo Kiña desde o inicio da construção da BR-174 em 1967 até sua inauguração em 1977.
A DRAMATURGIA
É um espetáculo crítico, sensível e poético, mesmo se tratando de uma dramaturgia que narra fatos históricos, distancia-se da “repugnação” comuns no gênero épico. O recorte histórico se dá entre as décadas de 70/80, o encenador utilizou os fatos “Criação da TRANSAMAZÔNICA e BR 174” para compor a TRAMA e a CENAS distancia-se ao máximo das DATAS e sua importância de verossimilhança para não deixar o espetáculo com linguagem REALISTA, destruindo as simbologias, signos e as iconografias. Os personagens (alguns ainda vivos) devem ser fonte de pesquisa, não de teatralização. A ditadura militar deve ser suprimida por um elemento, numa CENA SIMBOLO, porém, a barbárie deve ser estabelecida através da ESTRADA e da LOUCURA, é a obra: “Flores do Mal” dialogando com o “Paraíso”, a máquina como progresso num trecho impenetrável da Amazônia.
A obra reacende reflexões sobre a colonização da região amazônica num recorte histórico, transfigurando o século XVI e as viagens sanguinárias da Espanha para a década de 70, período da construção das ESTRADAS. Temas como: O progresso, a barbárie, batalhas entre índios e invasores, violência, alteridade, choques culturais, abusos sexuais e identidade étnica serão abordados.
As fantasmagorias dos personagens históricos aparecem, tais quais: O cronista Frei de Carvajal “Relacion del nuevo descobrimento del famoso rio grande das amazonas”, e o Bárbaro Aguirre e sua expedição maldita, dialogando a todo momento com personagens representantes do progresso, estimulando novas alteridades, colonizações e batalhas.
Os diálogos estão divididos em dois blocos linguísticos:
CULTURA DE PROGRESSO: Os diálogos foram extraídos da CARTA/RELATO de Frei de Carvajal, Cronista da viagem de Francisco de Orellana do século XVI – Coroa Espanhola na Amazônia, ao descer o RIO AMAZONAS e observar as populações ao longo do GRANDE RIO, ou seja, O OLHAR DO OUTRO sobre a população AMAZÔNICA.
CULTURA TRADICIONAL: Diálogos extraídos dos indígenas após 10 anos do massacre, parte dos depoimentos estão inseridos no documento apresentado à COMISSÃO DA VERDADE, para que sejam inseridos como vítimas da ditadura aproximadamente 3.000 mil índios. Desta forma, os diálogos dos indígenas e KIÑA são todos depoimentos reais de índios que viveram ou tiveram familiares vitimados no massacre, durante a construção da BR - 174.

sábado, 21 de setembro de 2013

SIMPLESMENTE MAYSA - Teatro Amazonas.


No dia 20 as portas centenárias do Teatro Amazonas, recebeu o espetáculo cênico, com direção e roteiro de Douglas Rodrigues. Diretor com 15 anos de trabalho ininterrupto na cena teatral com inúmeros prêmios na direção para TEATRO ou na PESQUISA CÊNICA., recebendo tantos outros como Cenógrafo, Figurinista, Iluminador, Maquiador e etc. Na estreia de MAYSA, atinge outro seguimento: A MÚSICA, não sendo novidade para ele, ARTE&FATO ao qual dirige é o único grupo da cidade a possuir um núcleo de músicos, logo, por cinco vezes recebeu prêmios de MÚSICA PARA TEATRO, sendo um dos principais em 2009, com direção de Mikelane de Almeida, atualmente em SP, musicalizando poemas de Federico Garcia Lorca, para o espetáculo BODAS DE SANGUE, escrevendo outras, para a obra Essa Tal de Natureza.


Simplesmente MAYSA é um trabalho profissional, sensível, teatral, rico em detalhes. Existe direção, roteiro pré-definido, sabem o que quer dizer, e sabem estimular a catarse. Ninguém sai sem derramar uma lágrima ou viajar nas ondas de MARICÁ, moradia última da artista. O espetáculo inicia-se com arranjos de HUGO PINHEIRO, nato criador que dispensa comentários, dado a canção CANTO LIVRE, os tímpanos chegam de forma trágica e operística. Em 05 segundos  o público se vê convidados a conhecer MAYSA, em vídeos projetados dela ainda criança. Logo seguido pela canção MANHÃ DE CARNAVAL em homenagem a grande Elizeth  Cardoso. Serginho Queiroz chega à cena como um rei, um príncipe molambo, fazendo Silvio Caldas, interpretando a canção CHÃO DE ESTRELAS e como diz a canção, no chão viram-se estrelas e com elas DESCE UM TELHADO com panelas rústicas que o percussionista Andrio Dias faz emergir sons, o som da FAVELA. A Cena é brilhante que somente grandes diretores conseguem personificar em cena. Daria livros detalhar o espetáculo na íntegra, foram 28 músicas e a cada ia abrindo cenários, luzes, focos, 
contras e projeções. O exemplo de Buquê de Isabel, onde a MARCHA TRIUNFAL é tocada e no fundo abrem-se as escadarias da IGREJA METROPOLITANA DE SP, onde a artista se casaria com o bilionário André Matarazzo. Inúmeras canções são apresentadas, onde o público acompanha com aplausos e aplausos. O teatro se cala para ouvir MEU MUNDO CAIU, onde em seguida um efeito sonoro de AVIÃO atravessa a cena, num efeito cinematográfico, seguido de outras projeções de MAYSA em tempo real chegando a PARIS e sobrevoando o OLIMPIA, outras imagens vão se sucedendo, recortes de jornais da década e cartazes da DIVA na passagem pela EUROPA tomada num escândalo de cena onde PIAF é o fio condutor. O prólogo da cena é feito com PADAM PADAM, rasgados pelos pratos operísticos que se repetem ao repetir: PADAM PADAM. Ora PADAM PADAM é Piaf, sim, MAYSA foi considerada a Piaf Sul Americana pelos críticos franceses. Os MOVIES LIGHT movimentam a cena com entradas triunfais de Lívia Mendes fazendo LA VIOLETERA em andamentos Hispânicos; Miriam Abad faz sua primeira aparição personificando Amália Rodrigues, num fado que levaria o maior dos incrédulos a viajar por Portugal. A cena torna-se mais requintada quando Sinézio Rolim divide com Jonhy Meyer a música MY FUNNY VALENTINE, o clássico do cinema, na estrutura tantas vezes repetidas: Um cantor, Um foco e um Pianista. A cena torna-se vibrante, lembram musicais do inicio do século, logo o cenário todo em preto e branco, com a reprodução fiel das calçadas de Copacabana, quebrado somente com o vermelho das gravatas estilo “borboleta” nos músicos altamente bem vestidos por Dione Maciel. Quando achamos que tudo foi feito para conquistar o público, novas surpresas aparecem. O clássico HINO AO AMOR é cantado, e ao fundo se abre um CÉU AZUL com ao interprete Sinézio ROLIM com rosa vermelha em MÃOS dramaticamente. Em seguida Miriam Abad  entra fazendo 02 clássicos: Ne Me Quitte Pas e Um Jour Tu Verras, num vestido longo negro, seguido de um fundo de mesma cor. O teatro se cala e se ouve emoções dilatadas no público e na interprete, sim todos EMOCIONADOS! É um espetáculo ver esse diretor e sua equipe,  que ao termino ao agradecer, expõe: “A maioria dos músicos trabalham comigo há anos”. Logo percebemos que é difícil acontecer equívocos, todos estão dialogando perfeitamente.
No alto abre-se um Bar com Serginho Queiroz e Lívia Mendes, a Bossa Nova é homenageada. A cena abre com texto poema de MANUEL BANDEIRA, que diz em resumo:
“MAYSA não é um corpo. Maysa são dois olhos e uma boca. Maysa voltou, emagreceu. Nem melhor, nem pior. Maysa é o Amor”



A partir daí, não existem preconceitos, todos estão tomados pelo espetáculo, finalizado com a canção MORRER DE AMOR, arranjado pelo HUGO PINHEIRO e divinamente bem cantado. Ao fundo, abre-se inúmeras frases  de artistas do Brasil e de fora dele, falando sobre MAYSA,
Tudo tão sensível que esquecemos que estávamos no teatro e teríamos que voltar para nossas residências. De uma coisa é certa: “A arte quando acontece transforma pessoas”.
E ninguém volta para suas residências do mesmo modo que entrou.

Simplesmente MAYSA é espetacular. 

domingo, 24 de março de 2013

Oficina Lorca Overdose, no Café Teatro.


Lorca Overdose, oficina de teatro discute a obra do poeta e dramaturgo Federíco Garcia Lorca, no Café Teatro. O acesso é gratuito e as vagas limitadas.




Atriz - Mariana Baldoino

A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura e Turismo – ManausCult, promove nos dias 25, 26. E 28 de março, de 14h às 18h a no Café Teatro, Av. Sete de Setembro, 377- Centro a oficina “Lorca Overdose”.
A atividade discutirá as peças teatrais da trilogia “Yerma -  A Casa de Bernarda Alba e Bodas de Sangue” do autor espanhol  Federico Garcia Lorca e será ministrada pelo ator Douglas Rodrigues.
As aulas fazem parte da contrapartida do PAIC – Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, edição 2011, no qual o ator Douglas Rodrigues foi contemplado.
Após a conclusão dos projetos artístico-culturais, os vencedores devem apresentar os espetáculos e obras ao público, como vai acontecer com a Lorca overdose.
No encerramento, dia 28, o ator realizará performance, com três quadros baseados na dramaturgia Lorquiana, com a participação dos próprios alunos.
As inscrições para a oficina já pode ser feitas no Café Tetro, de 13h às 18h, gratuitamente.
Informações: 3215 2590


Sobre Douglas
O ator manauense Douglas Rodrigues é licenciado em filosofia pela UFAM- Universidade Federal do Amazonas.
Formou-se em técnico pela Fundação Rede Amazônica. Foi professor de Arte na Educação, na escola J.K. Na Prefeitura de Manaus de 2011 e 2012. 


No Teatro
Foi vice-presidente do FETAM- Federação de Teatro do Amazonas em 2009, professor de teatro no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro em 2010. Em 1999 fundou a AACA- Associação dos Artistas Cênicos- Arte & Fato.
Em 2012 recebeu o Prêmio Myriam Muniz de Circulação na região Amazônica com o espetáculo O Dia que a Terra Dançou, ministrou oficinas no Estado do PA e AM, pelo projeto. Atualmente está produzindo o espetáculo Cênico Musical – Simplesmente MAYSA, estrelado pelo cantor Sinézio Rolim, acompanhado com Orquestra.
Ao longo de sua trajetória somam-se mais de 30 prêmios, inúmeras participações em festivais da Amazônia e em outros Estados.

Ednelza Sahdo - Fotografia Eduardo Gomes


Asscom Manauscult
(92) 3215-3474
Andréa Renda : 9142-8531
Sky Rodrigues: 9622-1690

sexta-feira, 22 de março de 2013

Lorca Overdose, acontece na próxima SEMANA - MARÇO 2013

Café Teatro - Av. 7 de Setembro - Centro - Manaus/ AM.
A Oficina sob titulo Lorca Overdose, é exatamente o que propõe o nome:

Exagero desmedido da temática Lorquiana.


Com Realização da Manaus Cult e  AACA - Arte & Fato, tem como objetivo principal a distribuição dos bens investigatório realizado pelo encenador Douglas Rodrigues, que desde 2009 mergulhou na proposta Hispânica para desenvolver sua estética, consideradas pelos principais teatreiros da cidade de MANAUS - AM, como rigorosa.


Teoria e Prática são as bases da oficina que tem duração para 12 horas, e no último dia, uma INTERVENÇÃO, tendo como experimento os textos que a posteriori a sua MORTE (Lorca), foi nomeada como: TRILOGIA de SANGUE.

Yerma,
A Casa de Bernarda Alba
Bodas de Sangue,

São consideradas referências da DRAMATURGIA, sendo alvo e motivo de inquietações de grandes encenadores.
Atriz - Vanessa Pimentel


VER MAIS -

Douglas Rodrigues é encenador desde 1999, a frente do Arte & Fato possui mais de 30 prêmios, participou de todas as edições do FTA - Festival de Teatro da Amazônia, possui mais de 20 editais aprovados nas esferas: Municipal, Estadual e Federal.
Em 2010 recebeu voto de Aplauso no SENADO FEDERAL pelo atual Prefeito - ARTHUR NETO, por suas obras teatrais. Da mesma forma, a Senadora Vanessa Graziottin, concedeu VOTO de APLAUSO, por sua obras dedicadas a Infância.

Desde 2009 pesquisa a obra Lorquiana, recebendo pela 1ª montagem da trilogia -

BODAS DE SANGUE, os prêmios:

Melhor Figurinos
Melhor Cenário
Melhor Atriz Coadjuvante para Ednelza Sahdo
Melhor Atriz para Vanessa Pimentel
Melhor Direção
Melhor Espetáculo

Apresentando em seguida no II Seminário Internacional de Crítica Teatral de Recife, acompanhado de 12 músicos que executaram as obras sonoras ao VIVO.

Realizou a abertura do VIVO ENCENA, - Região Norte, na diretoria de Lívia Mendes, pela Manaus Cult Prefeitura de Manaus.

Realizou 02 temporadas de repercussão no Teatro da Instalação com a obra.

Gravou o espetáculo dentro do Teatro Amazonas, para o Programa da TV UFAM, sendo veiculado na cidade de Manaus abertamente.
A Casa de Bernarda Alba - Atriz Acácia Mié


No ano de 2012 encenou a OBRA - A Casa de Bernarda Alba, considerado o maior desafio do diretor, justamente pela obra ser considerada o maior enigma da trilogia.

Estreio no Teatro Amazonas, com lotação. Recebendo os prêmios:


Melhor Atriz - Ednelza Sahdo
Prêmio: Pesquisa Cênica, Sonora, Visual e dos Elementos Cênicos.

A Pré estreia do Espetáculo aconteceu nas escadarias do Palácio da Justiça, na Avenida Eduardo Ribeiro - Centro.
Centro Cultural
 Palácio da Justiça



Teatro Waldemar Henrique recebe AACA - Arte & Fato




O espetáculo O Dia que a Terra Dançou, apresentou-se no Teatro Waldemar Henrique no dia 15 de Março de 2013, as 19:00 horas. A apresentação fez parte do projeto Kasato Maru - A Viagem Retorno pelo Grande Rio Mar, contemplado na última edição do edital de fomento a cultura Myriam Muniz - 2012.

A apresentação tem grande repercussão, tendo ainda, apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Pará.

No elenco: Israel Castro, Dennis Carvalho, Pablo Rodrigues, Adriano Holmes, Dione Maciel, e Laury Gitana, com participação dos Músicos Jeferson Silva e Alan Jones executando as músicas ao vivo.

O Teatro Waldemar Henrique foi o primeiro Teatro Alternativo do Brasil, localizado na Praça da República - Belém do Pará. A riqueza de detalhes em Madeira fazem dele uma das referências da arquitetura do Brasil.
O espetáculo tem Direção do premiadíssimo Diretor de Teatro - Douglas Rodrigues, e a produção realizada por Wesley Almeida.

"A AACA - Arte & Fato, agradece o apoio e a acolhida na cidade de BELÉM - PA, aos técnicos do teatro, e ao diretor do Teatro Waldemar Henrique que gentilmente, apresentou o Teatro aos artistas do Amazonas.

A FUNARTE - Fundação Nacional de Artes pelas ações de fomento a cultura do País, contribuindo para o melhor preparo teórico, prático e  logístico das ações culturais.


Projeto Kasato Marú - A Viagem Retorno pelo Grande Rio Mar





O Dia em que a Terra Dançou

Espetáculo escrito por Douglas Rodrigues, a partir do texto original: O MITO DO ALÉM MAR. Base de suas experimentações para a infância e a juventude, onde a tragédia, e os mitos revigoram suas inquietações de encenador. O texto foi pesquisado no bairro da liberdade SP/ São Paulo dentro do projeto de residência artística, patrocinado pelo MINC – Ministério da Cultura – 2010. Encenado no mesmo ano, participando do VIII FTA – Festival de Teatro da Amazônia, recebendo prêmio de melhor figurino, iluminação e direção para Douglas Rodrigues, o artista com mais de 12 anos no teatro, envereda por inúmeras linguagens: Teatro, Dança, Música e Artes Plásticas, recebendo ao logo de sua trajetória mais de 30 prêmios, e inúmeros editais, federais, estadual e municipal.

O Espetáculo:

O oriente estava próximo a completar o ciclo vital com celebrações a natureza, numa época de grande prosperidade, num passado indeterminado. Os artistas estavam preparando os festejos da primavera, ensaiando coreografias, bailados, cantos as divindades, adereçando os noves dragões, os estandartes, e as flechas em memória dos guerreiros do antigo Japão. Muitos jovens estão envolvidos, costurando, tecendo os balões, dobrando os arames, cortando os gravetos, colando papeis de seda multicoloridos nos galhos secos pintados de branco. Na praça ao centro, crianças brincam de pipas harmonicamente, noutro canto YONG (significado de corajoso) de pipas e mãos, representação alegórica do dragão e negro, demonstra inquietação.
É a saga de um aprendiz de ator, que revigora a prática as artes através da tragédia de seu tempo, o terremoto no Japão. O mito do MAR é revisitado criando um dialogo profundo entre a poesia tradicional japonesa e a modernidade.
É um conto sensível, para crianças e jovens!
“É um espetáculo triste mais não vamos chorar”, garante o narrador da peça o Dia que a Terra Dançou que começa a Circular na região norte, a partir do dia 12, em inúmeras cidades, dos Estados do Pará, Amazonas, e Roraima, premiado do FTA – Festival de Teatro da Amazônia, 2010 a produção e de competência do Dramaturgo e Diretor Douglas Rodrigues, que foi contemplado no prêmio Myriam Muniz –Teatro 2012 o espetáculo faz parte do projeto KASATU MARU, o retorno pelo grande rio Mar, criado com objetivo de trocas e vivências teatrais na região Amazônica. A ideia surgiu diante residência artística realizado na cidade de São Paulo em 2010, mesmo ano da encenação e data que se comemora a migração Japonesa para o Amazonas. Concebido com o apoio estrutural e filosofo da Associação Nipônica da Amazônia. O Dia em que a terra Dançou é inspirado no mito de tradição oriental que retrata o processo de formação de um guerreiro, é a história do jovem YONG (Corajoso) vivido por Israel Castro, que tem o sonho de transforma-se em SAMURAI para isso é necessário enfrentar obstáculos, sendo o principal é vencer o medo do MAR E da MORTE, destacando do povo Japones com o MAR...

Oficina: Lorca Overdose - Experimentos Cênicos


Nos dias 25, 26 e 28 de Março, o Café Teatro sediará a oficina intitulada: Lorca Overdose - Experimentos Cênicos, com objetivo de dialogar a obra Lorquiana com artistas, atores e interessados na reflexão prática e teórica da obra de um dos principais Dramaturgo da História: Federico Garcia Lorca.
 A oficina será ministrada por Douglas Rodrigues, tendo apoio ainda de Jef Silva e Alan Jones fazendo som para as atividades práticas.
 É necessário se inscrever URGENTEMENTE, só serão 30 Vagas, e sem custo. Totalmente gratuita.
 Podem ir diretamente ao Les Artistes Café-Teatro, procurar Serginho Queiroz para as inscrições. Será necessário no MÍNIMO 01 ano de atividade na área.
 Além disso:
 Roupas leves, disponibilidade de 12 h. mínimas, com encerramento previsto para o dia 28, a partir de 19:00 horas, aberto ao público.
 A oficina é uma realização da AACA - Arte & Fato e Manaus Cult,
 qualquer dúvida
 32153120, falar com a Srª Vera.
  Serão necessários conhecimentos mínimos das obras:
 A Casa de Bernarda Alba
Yerma, (obra a ser encenada pela AACA - 2013)
Bodas de Sangue.
 Aguardo aos que admiram o meu trabalho,
 Muita arte, nesse fim de mês que comemora-se o dia do ARTISTA.

domingo, 23 de setembro de 2012

Apresentação na 9 edição do Festival de Teatro da Amazônia.






Silêncio! Não quero choros... Assim inicia a obra!
Lorca recorre ao simbolismo para criar a dramaturgia de A CASA DE BERNARDA ALBA. Bernarda, personagem central do texto, é uma matriarca dominadora que mantém as cinco filhas, Angústia, Madalena, Martírio, Amélia e Adela sob vigilância implacável, transformando a casa onde vivem, em um pequeno povoado na Espanha, em um caldeirão de tensões prestes a explodir a qualquer momento.
Desejo sexual, repressão, anseio por liberdade, autoritarismo, loucura, inveja, prática do poder, amor, paixão, suícidio e morte são temas da casa.
E por se tratar de temas universais; A CASA DE TODOS NÓS.

Silêncio, eu já disse: Silêncio! Anuncia o fim do DRAMA.

A Casa de Bernarda Alba, Encenação Douglas Rodrigues - Manaus - Amazonas, Teatro Amazonas.

Arte & Fato, se prepara para encenar o espetáculo A Casa de Bernarda Alba.



Depois do sucesso do espetáculo ‘Bodas de Sangue’, a companhia Arte& Foco se prepara para encenar mais dois espetáculos do escritor espanhol Frederico García Locar, ‘A Casa de Bernarda Alba’ e ‘Yerma’ (que compõem a trilogia de sangue do escritor).

As três tragédias do dramaturgo Frederico García Lorca, considerado o mais influente escritor espanhol depois de Miguel de Cervantes, fazem parte do projeto da Companhia Arte & Fato, que até 2014 apresentará os três espetáculos, em Manaus.

Após encenar a primeira peça da trilogia em 2009 e ter uma boa aceitação, atualmente a companhia está em fase de preparação para encenar a segunda, com participação de 12 atrizes locais. A proposta é até o final de julho, aconteça a estreia da peça ‘A Casa de Bernarda Alba’ no Teatro Amazonas.

Douglas Rodrigues, diretor do grupo e do espetáculo, lembra que a Arte & Fato com ‘Bodas de Sangue’ conquistou seis prêmios na edição de 2009 do Festival de Teatro da Amazônia e que, após a boa receptividade do público e da crítica, a companhia sentiu-se estimulada a continuar a encenar as obras de Lorca.

“Lorca é um dos autores mais visitados do mundo inteiro, é um clássico espanhol, ele é o maior da literatura espanhola. Toda companhia que deseja passar por um processo de investigação deseja montar Lorca”, conclui.

Atualmente, ‘A Casa de Bernarda Alba’, que já passou pelo processo de entendimento textual, está no módulo de teoria e prática, onde os atores estão absorvendo o conhecimento “Lorquiano”, segundo Douglas Rodrigues.

“Os textos de Lorca contextualizam o período em que a Espanha era essencialmente patriarcal, onde as mulheres são submissas. Temos que ter conhecimento desta época, que retrata a Espanha da década de 30 até a década de 60”, diz, completando que as três obras terminam com desfechos trágicos.

Produção
‘A Casa de Bernarda Alba’ terá a participação das atrizes Monik Pétala, Larissa Rufino, Vanessa Pimentel, Lilian Machado Ednelza Sadho, Dayane Nunes, Raquel Santos, Laury Gitana, Amanda Paiva, além de quatro homens, que estarão na produção do espetáculo.

O figurino, que será assinado por Rivaldo Monteiro, Dione Maciel e Douglas Rodrigues, retratará o “luto” do povo espanhol, daquele período da ditadura militar hispânica e também das mulheres da casa que são proibidas de interagir com o mundo.

Quanto a parte da trilha sonora, o diretor antecipa que, como Lorca é conhecido além da dramaturgia também pelas poesias, serão musicados vários de seus poemas.

Toda parte musical será realizada pela Orquestra de Bolso da Companhia, composta por Jeferson Silva Mikelane Almeida e Regina Santos, que vão musicalizar parte das poesias de Lorca para o palco. “Essas poesias receberão uma carpintaria musical’, esclarece Douglas.

Arte & Fato se prepara para encenar o espetáculo espanhol ‘A Casa de Bernarda Alba’

A pesquisa de Figurinos de A CASA DE BERNARDA ALBA.

Os figurinos da obra estão divididos em dois momentos: I – O LUTO com mantos e roupas negras. No II, as mulheres , assim como a cenografia, transfiguram-se para a cor ALVA – BRANCO norteado pelas rubricas do autor. A pesquisa realizada por Douglas Rodrigues é exclusivamente A TEMPORAL. Evitando a reprodução por VEROSSIMILHANÇA, pelo contrário, na função de pesquisador, utilizou-se da investigação de Juliana Schmitt, sobre os lutos VITORIANOS, com a obra: MORTES VITORIANAS – CORPO, LUTO E VESTUÁRIO, em contato com o livro no atelier do J C. SERRONI – São Paulo. A partir daí deu-se a criação das vestimentas da casa. Do Sexo para a CONSCIÊNCIA camisas de inspirações vitorianas, representando a IGREJA MEDIEVAL, O PODER E A HISTORICIDADE dos lutos nas mulheres que perdiam seus HOMENS. Do sexo para os pés, os figurinos são ESPÂNICO, na representatividade do FINCAR OS PÉS, AMOR À ESPANHA, OBRA QUE NARRA o PAÍS.
As camisolas do III ato fazem um recorte histórico. Definindo-as como ROMÂNTICOS, sem esquecer as RENDAS, tão cigana e ESPANHA, para isso, UM CHOQUE DE RENDAS NO ESPETÁCULO.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Análise Crítica - Espetáculo Ventos da Morte.

Prêmio PAIC - Manauscult - Prefeitura de Manaus
PROARTE - 2010 - Governo do Amazonas - SEC - Secretaria de Cultura do Amazonas.
Prêmio de Melhor Pesquisa Musical, na 8ª Edição do Festival de Teatro da Amazônia,

Atriz Amanda Paiva - Indicada ao prêmio Atriz Coadjuvante.

BLOW’IN IN THE WIND – Ei Sérgio Lima, alguém aí sabe resolver a fórmula de Báscara?
(considerações sobre Ventos da Morte, montagem da Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas – Arte & Fato)
*Jorge Bandeira
A encenação de Douglas Rodrigues para a Arte & Fato, a partir da obra SIMUM, de August Strindberg, continua sua busca estética de precisão, com artefatos cênicos que se encaixam e que dão dinamismo às cenas, agora com um texto que na sua adaptação da obra do autor de INFERNO e DANÇA DA MORTE recebe o sugestivo nome de VENTOS DA MORTE.
Ator Sérgio Lima


 Um vento que traz uma cantilena islâmica que nos sugere um choque de religiões e cultura, permeado por um lado carregado se sensualidades reprimidas, onde o sofrimento dar-se-ia pela opressão de certos preceitos estabelecidos pelos códigos sagrados. É um tema de dilemas e percursos bem tênues, e que a comunidade muçulmana sempre tratará de forma esquia. Neste sentido a proposta de cena da Arte & Fato é de uma espantosa e bem-vinda coragem. Primeiro, aborda um condicionante religioso que até hoje necessita de uma complexa cadeia de encaixes históricos para se antever o processo em curso entre o mundo islâmico e as nações ocidentais, seja os EUA ou Inglaterra, e mesmo as durezas encontradas nas questões relativas à Faixa de Gaza, Israel, enfim, um mundo em ebulição permanente. Como este breve artigo se propõe a refletir a cena teatral, e não o Teatro de Operações da Guerra,  coloco então as questões neste nível do estético e não do religioso, que pode ficar para os teólogos e outros que desejam adentrar nesta seara delicadíssima.
VENTOS DA MORTE tem um cenário de potes, ânforas e de cerâmicas variadas, é na contenção destes elementos da cena que a história monta-se e transita, com o elenco movimentando-se com uma precisão tangível ao espetáculo, onde as cenas são amarradas por um diretor que mapeia tudo no palco, deixando pouco espaço para um exibicionismo exagerado, e que se ocorre em alguns momentos, não chega a causar um ruído de comunicação entre atuação e plateia.
 A iluminação é uma marca registrada de Rodrigues, seus efeitos nunca são redundantes neste trabalho cênico, o Sol inclemente e seu carmesim desbotado simbolizam uma força de vigor de um texto que mesmo adaptado não descaracteriza a obra de Strindberg (lembro que nos antigos CADERNOS DE TEATRO do tablado foi onde li e recordo do texto, que hoje já não tenho mais... uma pena!).
August Strindberg é atualizado por Rodrigues a partir desta contemporaneidade bélica, do conflito que Strindberg já detectava naquele alvorecer do século XX. Há uma clemência por ter este portentoso texto reverberando a poética da cena e do inegável lirismo a partir do poder do texto original de Strindberg. Os atuantes estão muito bem, e salvo um deslize ou outro, irrelevantes pelo lado “limpo” da maior parte das cenas, a mão do encenador pesa sobre todos. A cena de nudez total da atriz Larissa Rufino é de encher os olhos, carregada de um horror nu e cru, sanguíneo, e belo, muito belo. A sábia marcação desta cena, priorizando a tridimensionalidade do palco, obtida com os efeitos de uma iluminação exemplar, e as cenas tripartidas ante nossos olhos são um quadro perfeito, uma moldura exemplar de como se constrói com perícia uma cena de impacto.
 Nosso palco está cheio de grandes atrizes, de atores e atrizes que derramam tudo em cena, e que não sei como, em meio a tantos problemas, se superam a cada espetáculo... O resto podemos dizer que são detalhes, coisinhas pueris que ficam depois da coxia, e que a bem da verdade, o público está alheio a tudo isso... Ainda bem... Graças aos deuses do Teatro.
Posso dizer que sou um privilegiado ao ter a oportunidade de escrever sobre a atual cena do Teatro adulto feito em Manaus, pois estou exercitando a cada espetáculo, a cada visada de uma cena, de momentos estéticos díspares, que me desafiam a cada enlace num palco, seja aonde for, e isso considero um privilegio. Obrigado aos grupos que me permitem esta escrita registrada para a memória da cena local. Já avisei que tenho este ofício de crítico de arte como minha árdua e grata missão em Manaus, sem ganhar nada com isso, aliás, até perdendo algumas vezes...
Voltemos a  VENTOS DA MORTE... Então é isso, Rodrigues tem um caminho trilhado por este rigor estético, dos detalhes da cena e da interpretação de seus atuantes, e nesta jornada atual destaco SÉRGIO LIMA como minha bússola de navegação, meu porto seguro, meu mais querido e necessário apoio para entender um pouco mais este Teatro que se propõe ao resgate de um dramaturgo da envergadura de August Strindberg, de quem Henrik Ibsen seria o contraposto na cena daquele período teatral, de quem Ibsen tinha uma fotografia dependurada no seu escritório, para que tivesse o efeito psicológico de desafiar ao “monstro”, um algoz que estaria sempre à sua busca, e que Ibsen primava em criar suas obras visando a superação do “monstro e louco Strindberg”.
 Sérgio Lima encontra-se aqui com uma de suas mais brilhantes atuações dos últimos anos, seu militar norte-americano faz o contraponto desta situação conflituosa entre o Ocidente e o Oriente, ele é o representante da Guerra ao Terror, e Sérgio Lima leva sua tarefa de manusear as minúcias de seu personagem até o fim. Ventos da Morte deve muito a Sérgio Lima, em meio aos tumultos dos horrores da guerra, da repressão ao prazer das mulheres, da metafísica da vingança do Islã, eis que este ator despeja sutilmente suas emoções, em dosagens únicas de degustar cena por cena, sem pressa, sem titubear, com uma brutal segurança em conduzir sua personagem em meio ao Sol inclemente de Ventos da Morte.
Sérgio Lima é um ator de alta sensibilidade, de uma verdade da cena que aqui mostra o quanto ama o que faz, e que, posso falar disso com precisão, abusa de gentilezas com seus parceiros e parceiras de cena. Um ator como Sérgio Lima é essencial em qualquer elenco, e ele em Ventos da Morte merece todos os louvores, que aliás,  considero a sua atuação no Teatro da Instalação tão brilhante como  a que assisti hoje, 14 de outubro de 2011, no Teatro Amazonas, dentro da programação do 8º Festival de Teatro da Amazônia.
Sérgio Lima faz este militar que vai aos poucos se perdendo dentro de um conflito exterior que vai lhe carcomer o interior, sua alma será levada pela força deste golpe mortal dos choques de cultura e religiões, e sua personagem, com sede desta superação, estanca até o desfalecimento. O simbolismo da morte da personagem grandiosa feita por Sérgio Lima é um dos momentos mais impactantes do trabalho, casando perfeição com a trilha sonora ao vivo da Arte & Fato, e que nos faz crer neste Teatro feito com o intuito de inebriar, independente de sua linha estética, mas que é, seguramente, de um lúdico cênico completo.
Atriz Larissa Rufino - Cena da DERRAMA nas ruas de Bagdá -  As Meninas de Pouca Idade...
As palavras ecoam em nossa mente é a reflexão que fica é a de porque nada se resolve por aquelas bandas tão distantes? Por que o ódio pelo diferente, por uma ideia que não seja a nossa? Por que temos esta vontade de “desertificar” tudo que nos rodeia? Seja com palavras ou com a falta delas? Ventos da Morte responde algumas inquietações, e suas particularidades dramáticas, nas suas cenas épicas e barrocas, com seus focos e fumaças cênicas, turvam propositalmente nossos olhares e permitem que façamos este questionar a nós mesmos.
 O que estamos fazendo com tudo isso? Qual a saída para tudo isso? Quem é o culpado de tudo isso? Nesta jornada de Ventos da Morte lembro-me da emblemática frase de uma das mulheres do Islã que diz que se preciso fosse, se pudesse resolver algo realmente emergencial, até a arte da Ventriloquia estaria a seu alcance. Iludir pela palavra de algo inanimado que ganharia vida nestes teatros de casualidades e persistências. Está longe o dia desta nova forma de vislumbrar este olhar menos amargurado, e Ventos da Morte, no que é capaz de fazer no momento, não dá respostas, mas aponta direções. Encontre uma, ou nenhuma.
 Em tempo: dedico este modesto escrito ao ator Sérgio Lima, de quem fui parceiro de cena num memorável Strindberg, tempos atrás.
*Jorge Bandeira – Costuma assistir Teatro adulto para registrar suas impressões do que viu, ouviu, sentiu e pressentiu. Não é vidente nem espírita.
Manaus, 14 de outubro de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pontos de Cultura mobilizam o Brasil



“Não são vocês que precisam do estado; é o estado que precisa de vocês”

(Luis Inácio Lula da Silva. Encontro Nacional dos Pontos de Cultura, TEIA 2007)


Uma semana histórica para a Cultura Viva brasileira! Entre os dias 24 e 27 de maio de 2011, centenas de representantes de Pontos de Cultura desembarcaram em Brasília, ocupando o palco das decisões do país, para uma jornada de encontros, audiências, mobilizações, diálogos e celebrações. 284 pessoas de 17 estados brasileiros atenderam ao chamado desta Caravana pela continuidade, ampliação e avanço do Programa Cultura Viva.

No dia 24 de maio, representantes de Pontos de Cultura se reuniram com a Secretária Marta Porto e a equipe da Secretaria de Cidadania Cultural, em um primeiro momento de diálogo político sobre os rumos da gestão do Programa Cultura Viva. Durante a reunião, a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura reforçou a importância da continuidade, ampliação e avanço do programa, ressaltando os conceitos fundamentais de autonomia, protagonismo, participação política e articulação em rede, reivindicando o cumprimento de compromissos assumidos pela gestão anterior e se reafirmando como interlocutora do Movimento Nacional dos Pontos de Cultura.

No dia 25 de maio, a Marcha Nacional dos Pontos de Cultura se concentrou no Museu Nacional, no mesmo local de onde partiu o Cortejo de Reproclamação da República da TEIA Brasília 2008. As delegações dos estados presentes se reuniram em Assembleia e decidiram que todos deveriam ser recebidos pela Ministra da Cultura Ana de Hollanda. Decisão tomada, partiu o cortejo, ao som dos tambores, com artistas, brincantes, griôs, sabedores e fazedores da tradição oral, povos de matriz africana, povos indígenas, povos da floresta, ambientalistas, mestres, educadores, pesquisadores, representantes de Pontos de Cultura de todas as regiões brasileiras.

O cortejo seguiu até o Congresso Nacional, movimentando e colorindo seus corredores, lotou o plenário onde os manifestantes foram recebidos pela Ministra Ana de Hollanda, e pelas Presidentes da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, Dep. Fátima Bezerra, e da Frente Parlamentar de Cultura, Dep. Jandira Feghali, além de diversos deputados e senadores. Um momento de forte significado político, inaugurando um diálogo entre executivo, legislativo e sociedade civil, inserindo a pauta da cultura na centralidade da agenda política nacional. Foi entregue o Manifesto dos Pontos de Cultura à Ministra Ana de Hollanda, que afirmou:

“Eu também desejo ver atendidas todas as reivindicações feitas aqui, mas peço a colaboração de vocês para podermos caminhar …”

E a caminhada dos Pontos continuou. No dia seguinte, 26 de maio, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados promoveu audiência pública sobre o Projeto de Lei Cultura Viva, um momento de escuta e participação popular na construção desta lei que consolidará o Programa Cultura Viva como política permanente de estado. O protocolo foi quebrado e a palavra franqueada a todos os ponteir@s presentes, que abordaram os diferentes aspectos da atuação e do alcance do Cultura Viva, exemplo de política democratizante e transformadora para o Brasil e para o mundo.

Nos dias 26 e 27, na Universidade de Brasília/UnB, reuniu-se a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura para avaliação das atividades e debate sobre as próximas ações do Movimento.

Muitas são as lições desta caravana. O Movimento Nacional dos Pontos de Cultura organizou esta ida à Brasília de maneira autônoma e colaborativa, promovendo uma ocupação cultural dos espaços públicos e políticos em sintonia com os acontecimentos político-culturais do Brasil e do mundo: as praças espanholas, as revoltas da juventude árabe, a Marcha da Liberdade em SP. Movimentos que representam a emergência de uma nova cultura política, de radicalização da democracia, por mais cultura, mais liberdade, mais autonomia, mais participação, mais direitos.

A relação dos Pontos de Cultura enquanto sociedade civil organizada com o estado se qualificou neste processo: inauguramos e consolidamos o diálogo com o poder legislativo, e o Ministério da Cultura recebeu demandas e reivindicações importantes do Movimento, que devem contribuir para pautar a sua ação daqui em diante. É preciso que a atual gestão do MinC compreenda e se sintonize com a transformação político-cultural que ocorreu no Brasil nos últimos 8 anos, que juntou num balaio transformador de ponteir@s, artistas, educadores, jovens, mestres, líderes religiosos, hackers, geeks, ativistas, midialivrisrtas e produtores culturais. Ou a gestão atual compreende esta mudança de paradigma ou será superada pela história.

Política é Cultura. Os Pontos de Cultura querem mais. Querem estabelecer pontes com outras esferas de governo para debater a relação entre cultura, saúde, educação, meio ambiente, direitos humanos e cidadania. O modelo de radicalização democrática dos Pontos de Cultura deve se expandir para outras esferas de governo. Os Pontos de Cultura são espaços de afirmação de valores e direitos, solidariedade e colaboração. A ética da potência dos pobres, que emerge da base da sociedade brasileira e será decisiva para a emancipação do povo brasileiro.

Encerramos este relato com uma homenagem ao grande mestre, ator, jornalista, artista plástico, professor, escritor e ex-senador da república Abdias do Nascimento, que esta semana fez a sua travessia para a eternidade. Inspirador de todos nós, Abdias sabia, como sabemos, que só haverá liberdade e democracia no Brasil e no mundo quando ela for realmente para todos.

Caravana Nacional dos Pontos de Cultura

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

As chamas não se apagam! Sérgio Lima - Instrutor - Ator - Artista. Ponto de Cultura Arte & Fato - Turma de Teatro

Turma de Teatro - Ponto de Cultura - Casa de Cultura Arte & Fato.

A Casa de Cultura Arte & Fato, deu inicio a sua grade pedagógica de 2011 - nos primeiros meses têm três turmas, sendo elas: Teatro Iniciação, Balé Clássico e Música. E como não poderia deixar de ser, o apoio logístico do MINC - Ministério da Cultura e SEC - Secretaria de Cultura do Amazonas é fundamental para fortalecer a iniciativa, que começou em 2010. No ano passado foi ofertado cursos de Flauta Doce, Voz, Balé Intermediário e Iniciação. Todo o programa de oficinas gratuitas fazem parte do convênio firmado entre a AACA -Arte & Fato e o programa MAIS CULTURA, parte do programa ponto de cultura.


Mas o tema aqui é outro! A turma de iniciação teatral ministrado pelo ator Sérgio Lima.


Sérgio é uma especie de artista voltado exclusivamente para as ARTES,e isso só poderia render bons frutos, várias vezes recebeu prêmios de melhor ator, aqui ou ali, está em grandes espetáculos. Nos anos 90 fez parte do movimento de teatral, dirigido, produzido e fomentado pelo grande Chico Cardoso. Depois passou pelo Mithos, e atualmente faz parte do Arte & Fato. Foi presidente da FETAM - Federação de Teatro do Amazonas e atualmente é professor do Ponto de Cultura Arte & Fato. Apesar dos cursos estarem sendo realizados na Rua 10 de Julho 443 - Centro, a maioria dos alunos são oriundos de várias partes de Manaus, e principalmente dos bairros periféricos ao centro urbano.


Iniciação Teatral




Turma de Teatro - Professor Instrutor Sérgio Lima


O processo de construção é dificil. Gerir cultura é tarefa dificil, principalmente por ser uma atividade CONTRA-MERCADO, não é palpavél como material, utensilio ou cerâmica de alguma tribo extinta da Amazônia ou da África, produzir cultura, é investir no ideal, onde poucos conseguem realizar na prática, a teoria muitas das vezes é mais fácil, conceituar, escrever ou coisa de gênero. SIM! somos artistas vivos, vivos pela seguridade do edital, seguros dos nossos objetivos de gerir a tal cultura.



Qual é o preço da Arte? O que diferencia a obra de arte de um Caça Níquel? Qual o valor da Palma de Banana e o Valor de um ator... A Arte poucamente se vende, quando um cidadão sente fome, com certeza escolhe comprar a palma de banana, em vez de escolher uma obra de Bertold Brecht, sobre reflexos da guerra. Por isso é importante destacar a trajetória de certos artistas voltandos exclusivamente para o fazer teatral. Ednelza Sahdo, Narda Telles, Selma Bustamante e por que não citar Sérgio Lima, esses devem ser respeitados! Atualmente o curso sob sua orientação artística conta com mais de 40 alunos. As aulas acontecem nos dias: Seg. Quarta e Sexta de 14:00 às 17:00 na Casa de Cultura Arte & Fato - Ponto de Cultura.

As oficinas são realizadas no Laboratório de Investigação Cênica Francisco Carlos, nome homenagem ao Dramaturgo Amazonense indicado ao prêmio SHELL 2010.






domingo, 13 de fevereiro de 2011

Os Pais, Mestres e Alunos da CASA DE CULTURA ARTE & FATO - PONTO DE CULTURA.

Juliana Borges - Coreografa e Coordenadora de Dança.
Em Fevereiro, deu inicio as atividades do PONTO DE CULTURA - ARTE & FATO - 2011, seria como outro curso qualquer, entre tantos que acontecem pela cidade. MAS... Em Janeiro de 2011, após publicação no Jornal DIÁRIO DO AMAZONAS - (jornalista Lídia Ferreira) -  anuciando a grade pedagógica da CASA ARTE & FATO, fomos surpreendido com a enorme demanda e procura as nossas atividades.

O jornal destacava a quantidade de Vagas: 20 TEATRO - 25 DANÇA e 25 MÚSICA - (Percussão Afro Descendente com Mestre Cristiano). O retorno da população foi imediata, superando as expectativas. Somente na Dança atingimos 220 escritos, da qual  resolvemos desmembrar as turmas e horários para atender a demanda. No Teatro, tivemos 70 alunos escritos, dentre moradores do centro, alunos do CCCS - Centro Cultural Claudio Santoro e principalmente pessoas de baixa renda, onde deslumbraram a possibilidade de ingressar no mercado artistico, principalmente por se tratar de cursos oferecidos pelo EDITAL PONTOS DE CULTURA DO ESTADO DO AMAZONAS - MINC - MINISTÉRIO DA CULTURA e SEC - SECRETARIA DO CULTURA DO AMAZONAS. Estamos em fase de consolidação total das nossas atividades.

No dia 07 de Fevereiro realizou-se uma reunião com pais, objetivando a interlocução entre a familia e as atividades a serem desenvolvidas em 2011. Dentre a discussão se percebeu a necessidade de efetivarmos cursos no SÁBADO, para melhor aproveitamento das técnicas de Balé desenvolvidas pela instrutora Juliana Borges, (formada pela UEA - Professora do CCCS - Centro Cultural Claúdio Santoro e Coreografa da Companhia Encontro das Águas).

Aula de Balé - PONTO DE CULTURA ARTE & FATO

Segundo alguns pais, a sugestão justifica-se principalmente de jovens participarem de Escolas de Tempo Integral, impossibilitando a participação nas atividades, a partir disso, fica determinado: Juliana Borges ministrará aulas nos sábados, sendo uma turma de MODERNO e outra de BALÉ CLÁSSICO.

Acreditamos que o dialogo com a familia é o caminho para melhor agirmos nas necessidades reais dos participantes das ações do ponto de cultura - programa MAIS CULTURA - Governo Federal.


Francisco Carlos - Dramaturgo Amazonese e Mestre do Artista Douglas Rodrigues
Em breve postaremos - IMAGENS SOBRE MEMORIAL FRANCISCO CARLOS - Laboratório de Investigação Cênica, recém inaugurado por essa associação.


Douglas Rodrigues
Gestor da CASA DE CULTURA - ARTE & FATO´- Ponto de Cultura.
AACA - Associação dos Artistas do Amazonas - Arte & Fato.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Rede dos Pontos de Cultura do Amazonas - Casa de Cultura Arte & Fato

 Reunião Extraordinária



COMISSÃO NACIONAL DOS PONTOS DE CULTURA/REPRESENTAÇÃO DO AMAZONAS 
            CONVITE AOS PONTOS DE CULTURA DO AMAZONAS


Aulas de Balé - PONTO DE CULTURA ARTE & FATO - Coordenação de Dança e Instrutora Juliana Borges



Desde 2006 os Pontos de Cultura existentes nos diversos Estados/municípios brasileiros vem se articulando a nível nacional, por meio da Teia e Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, desdobrando-se com a criação da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura. A partir de então, esse movimento nacional tem se articulado para o fortalecimento da rede nacional, na luta pela  ampliação dos pontos de cultura em âmbito estadual, e no caso do Estado do Amazonas, desde 2008 o processo de construção vem se desenhando, com a perspectiva de efetivação de  40 pontos de cultura a serem conveniados no Estado. No momento, já são 21 pontos selecionados no Amazonas, restando ainda a possibilidade de novo edital para seleção de mais 19 Pontos de Cultura.
Diante de uma nova gestão no Ministério da Cultura, e a decisão de consolidar em uma só pasta a Secretaria de Cidadania Cultural (SCC) e a Secretaria de Identidade e Diversidade (SID), transformando em Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, sem um debate na rede, é colocado em cheque a continuidade ou não do Programa Cultura Viva/Mais Cultura. Com isso comprometendo os acordos assumidos pela gestão anterior  com os Estados para a viabilização das ações, bem como, os atrasos e/ou não liberação dos recursos de convênios e ainda o não pagamentos dos prêmios ainda pendentes do ano anterior.
Nesse sentido é preciso urgente iniciar um diálogo aberto para refletirmos sobre o processo em curso e contribuir com o debate para o fortalecimento da rede e incidir politicamente para garantir a continuidade do Programa, além da importância do acompanhamento dos projetos de leis em andamento no Congresso Nacional, o vale cultura e ainda, a respeito das deliberações da II Conferencia Nacional de Cultura.
Portanto, companheiros (as), que em seu cotidiano tocaram as Ações de Cultura e Cidadania  e do Programa Cultura Viva. Aos que contribuíram para a implementação qualificação da política pública de cultura, aos sabedores e fazedores das manifestações e expressões culturais, aos que participaram de editais, aos que foram selecionados nos Editais de Pontos de Cultura no Estado, aos que apresentaram projetos e aos que pretendem ainda apresentar, venham contribuir com o debate, dando opinião e assim possamos construir juntos, um Plano de Ação estratégico para fortalecimento de nosso movimento.

Elson Batista, Lucimar Weil e Douglas Rodrigues


Data: 10 (Quinta-Feira) de fevereiro de 2011
Horário: de 14:30 às 16h:30
Local: Espaço Cultural Arte & Fato, localizado a Rua 10 de julho 443 CENTRO, ao lado do Teatro Amazonas, telefone, 3234-4252. (antigo Jet-set).