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domingo, 23 de setembro de 2012

Apresentação na 9 edição do Festival de Teatro da Amazônia.






Silêncio! Não quero choros... Assim inicia a obra!
Lorca recorre ao simbolismo para criar a dramaturgia de A CASA DE BERNARDA ALBA. Bernarda, personagem central do texto, é uma matriarca dominadora que mantém as cinco filhas, Angústia, Madalena, Martírio, Amélia e Adela sob vigilância implacável, transformando a casa onde vivem, em um pequeno povoado na Espanha, em um caldeirão de tensões prestes a explodir a qualquer momento.
Desejo sexual, repressão, anseio por liberdade, autoritarismo, loucura, inveja, prática do poder, amor, paixão, suícidio e morte são temas da casa.
E por se tratar de temas universais; A CASA DE TODOS NÓS.

Silêncio, eu já disse: Silêncio! Anuncia o fim do DRAMA.

A Casa de Bernarda Alba, Encenação Douglas Rodrigues - Manaus - Amazonas, Teatro Amazonas.

Arte & Fato, se prepara para encenar o espetáculo A Casa de Bernarda Alba.



Depois do sucesso do espetáculo ‘Bodas de Sangue’, a companhia Arte& Foco se prepara para encenar mais dois espetáculos do escritor espanhol Frederico García Locar, ‘A Casa de Bernarda Alba’ e ‘Yerma’ (que compõem a trilogia de sangue do escritor).

As três tragédias do dramaturgo Frederico García Lorca, considerado o mais influente escritor espanhol depois de Miguel de Cervantes, fazem parte do projeto da Companhia Arte & Fato, que até 2014 apresentará os três espetáculos, em Manaus.

Após encenar a primeira peça da trilogia em 2009 e ter uma boa aceitação, atualmente a companhia está em fase de preparação para encenar a segunda, com participação de 12 atrizes locais. A proposta é até o final de julho, aconteça a estreia da peça ‘A Casa de Bernarda Alba’ no Teatro Amazonas.

Douglas Rodrigues, diretor do grupo e do espetáculo, lembra que a Arte & Fato com ‘Bodas de Sangue’ conquistou seis prêmios na edição de 2009 do Festival de Teatro da Amazônia e que, após a boa receptividade do público e da crítica, a companhia sentiu-se estimulada a continuar a encenar as obras de Lorca.

“Lorca é um dos autores mais visitados do mundo inteiro, é um clássico espanhol, ele é o maior da literatura espanhola. Toda companhia que deseja passar por um processo de investigação deseja montar Lorca”, conclui.

Atualmente, ‘A Casa de Bernarda Alba’, que já passou pelo processo de entendimento textual, está no módulo de teoria e prática, onde os atores estão absorvendo o conhecimento “Lorquiano”, segundo Douglas Rodrigues.

“Os textos de Lorca contextualizam o período em que a Espanha era essencialmente patriarcal, onde as mulheres são submissas. Temos que ter conhecimento desta época, que retrata a Espanha da década de 30 até a década de 60”, diz, completando que as três obras terminam com desfechos trágicos.

Produção
‘A Casa de Bernarda Alba’ terá a participação das atrizes Monik Pétala, Larissa Rufino, Vanessa Pimentel, Lilian Machado Ednelza Sadho, Dayane Nunes, Raquel Santos, Laury Gitana, Amanda Paiva, além de quatro homens, que estarão na produção do espetáculo.

O figurino, que será assinado por Rivaldo Monteiro, Dione Maciel e Douglas Rodrigues, retratará o “luto” do povo espanhol, daquele período da ditadura militar hispânica e também das mulheres da casa que são proibidas de interagir com o mundo.

Quanto a parte da trilha sonora, o diretor antecipa que, como Lorca é conhecido além da dramaturgia também pelas poesias, serão musicados vários de seus poemas.

Toda parte musical será realizada pela Orquestra de Bolso da Companhia, composta por Jeferson Silva Mikelane Almeida e Regina Santos, que vão musicalizar parte das poesias de Lorca para o palco. “Essas poesias receberão uma carpintaria musical’, esclarece Douglas.

Arte & Fato se prepara para encenar o espetáculo espanhol ‘A Casa de Bernarda Alba’

A pesquisa de Figurinos de A CASA DE BERNARDA ALBA.

Os figurinos da obra estão divididos em dois momentos: I – O LUTO com mantos e roupas negras. No II, as mulheres , assim como a cenografia, transfiguram-se para a cor ALVA – BRANCO norteado pelas rubricas do autor. A pesquisa realizada por Douglas Rodrigues é exclusivamente A TEMPORAL. Evitando a reprodução por VEROSSIMILHANÇA, pelo contrário, na função de pesquisador, utilizou-se da investigação de Juliana Schmitt, sobre os lutos VITORIANOS, com a obra: MORTES VITORIANAS – CORPO, LUTO E VESTUÁRIO, em contato com o livro no atelier do J C. SERRONI – São Paulo. A partir daí deu-se a criação das vestimentas da casa. Do Sexo para a CONSCIÊNCIA camisas de inspirações vitorianas, representando a IGREJA MEDIEVAL, O PODER E A HISTORICIDADE dos lutos nas mulheres que perdiam seus HOMENS. Do sexo para os pés, os figurinos são ESPÂNICO, na representatividade do FINCAR OS PÉS, AMOR À ESPANHA, OBRA QUE NARRA o PAÍS.
As camisolas do III ato fazem um recorte histórico. Definindo-as como ROMÂNTICOS, sem esquecer as RENDAS, tão cigana e ESPANHA, para isso, UM CHOQUE DE RENDAS NO ESPETÁCULO.